PROF ABILIO MACHADO

O que encontrará aqui são informações são do próprio autor e outras colhidas nos jardins cósmicos e todas são identificadas.

Outros rabiscos dizem respeito a trabalhos acadêmicos, poesias, contos, historietas, peças teatrais e cada uma a espiritualidade se apresenta num relação íntima com a psicologia, a sexualidade e a arte... Vive L'art!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

SÃO NICOLAU - (DE MIRA E DE BARI) - 250-326

SÃO NICOLAU - (DE MIRA E DE BARI) - 250-326

SÃO NICOLAU - (DE MIRA E DE BARI) - 250-326

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Nicolau é também conhecido por São Nicolau de Mira e de Bari.

Venerado, amado e muito querido por todos os cristãos

do Ocidente e do Oriente. Sem dúvida alguma, é o santo

mais popular da Igreja. Ele é padroeiro da Rússia, de Moscou,

da Grécia, de Lorena, na França, de Mira, na Turquia, e de Bari,

na Itália, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros,

dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso os dados de sua

vida se misturam às tradições seculares do cristianismo.

Filho de nobres, Nicolau nasceu na cidade de Patara,

na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250.


Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era

muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina

e no Egito. Mais tarde, durante as perseguições do imperador

Diocleciano, foi aprisionado até a época em que foi decretado

o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado.

Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve

presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325.

Foi venerado como santo ainda em vida, tal era a fama de

taumaturgo que gozava entre o povo cristão da Ásia.


Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira. Imediatamente,

o local da sepultura se tornou meta de intensa peregrinação.

O seu culto se difundiu antes na Ásia, e o local do seu túmulo,

fora da área central de Mira, se tornou meta de peregrinação.

O documento mais antigo sobre ele foi escrito por Metódio,

bispo de Constantinopla, que em 842 relatou todos os milagres atribuídos

a são Nicolau de Mira. Depois, mais de sete séculos passados da sua morte,

"Nicolau de Mira" se tornou "Nicolau de Bari".


Em 1087, a cidade de Bari, em Puglia, na Itália, sofria a subjugação

dos normandos. E Mira já estava sob domínio dos turcos muçulmanos.

Setenta marinheiros italianos desembarcaram nessa cidade e

se apoderaram das suas relíquias mortais, transferindo-as para Bari.


O corpo de são Nicolau foi acolhido, triunfalmente, pela população

de Bari, que o elegeu seu padroeiro celestial. E ele não decepcionou:

por sua intercessão os prodígios e milagres ocorriam com grande

freqüência. Seu culto se propagou em toda a Europa. Então,

a sua festa, no dia 6 de dezembro, foi confirmada pela Igreja.

A tradição diz que os pais de Nicolau eram nobres, muito ricos

e extremamente religiosos. Que era uma criança com inclinação

à virtuosidade espiritual, pois nas quartas e nas sextas-feiras

rejeitava o leite materno, ou seja, já praticava jejum voluntário.


Quando jovem, desprezava os divertimentos e vaidades,

preferindo freqüentar a igreja. Costumava fazer doações anônimas

em moedas de ouro, roupas e comida às viúvas e aos pobres.

Dizem que Nicolau colocava os presentes das crianças em

sacos e os jogava dentro das chaminés à noite, para serem

encontrados por elas pela manhã. Dessa tradição veio a sua

fama de amigo das crianças. Mais tarde, ele foi incluído nos

rituais natalinos no dia 25 de dezembro, ligando Nicolau ao

nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, quando já era bispo,

um pai, não tendo o dinheiro para constituir o dote de suas

três filhas e poder bem casá-las, havia decidido mandá-las à prostituição.


Nicolau tomou conhecimento dessa intenção, encheu três saquinhos

com moedas de ouro, o dote de cada uma das jovens, para salvar-lhes

a pureza. Durante três noites seguidas, foi à porta da casa daquele pai,

onde deixava o dote para uma delas. Existem muitas tradições e

também lendas populares que se criaram em torno deste santo, tão

singelo e singular.


A sua figura bondosa e caridosa, símbolo da fraternidade cristã,

mantém-se viva e impressa na memória de toda a cristandade.

Agora, também na da humanidade toda, porque perpetuada

através dos comerciantes nas vestes de Papai Noel nos países

latinos, de Nikolaus na Alemanha e de Santa Claus nos países

anglo-saxões. Mesmo sob falsas vestes, são Nicolau nos exemplifica

e recorda o seu grande amor às crianças e aos pobres e a alegria

em poder servi-los em nome de Deus.


São comemorados também neste dia: Santo Abraão de Cratia (bispo),

São Apolinário de Trieste (mártir), Santa Asela de Roma (virgem),

Santa Bassa de Jerusalém (abadessa). São Pedro Pascácio, Santa Leôncia.